sexta-feira, 26 de março de 2010

Queremos trabalhar com dignidade

Desde o dia 05/03/2010 as categorias "todas"de professores do Estado de SP estão aderindo ao chamado para a greve das lideranças sindicais, que vem tentando negociar melhores condições de trabalho, bem como reajuste salarial e não conseguem ser ouvidas. Para vocês terem uma ideia do descaso do governo, a mídia, não confiável, enxerga 1% de professores em cada uma das paralisações quando na verdade se comprova quase 60 mil professores concentrados na região central de SP.

Um colega fez o cálculo da concentração de professores na paralisação do dia 19/03.

Veja como é simples:




Em relação ao editorial "As greves contra Serra"

As manifestações que os professores da rede estadual têm realizado nos locais onde o governador comparece são absolutamente naturais no momento em que estamos em greve reivindicando reajuste salarial e melhores condições profissionais e educacionais. Queremos a abertura de negociações e o governo recusa o diálogo. Os professores se dirigem, portanto, ao chefe do Executivo, pleiteando que negocie.

Alguns órgãos de imprensa desinformam ao fazer ilações entre a APEOESP e partidos políticos, desviando o foco da cobertura de sua questão central: temos reivindicações e queremos negociar. A APEOESP e demais entidades do magistério têm caráter sindical e sua atuação é pautada pela categoria, em deliberações públicas e democráticas, e não por partidos políticos.

Em todo o caso, a grande massa de professores realiza uma amarga experiência com este governo, que não dialoga, e poderão, sim, definir suas preferências partidárias e eleitorais considerando esta experiência.


Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
Membro do Conselho Nacional de Educação

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